O relógio programado pras 6:10 da matina.
Todos.
Os.
Dias.
(menos aos finais de semana; agradecida.)
Lá pelas 5 aquela vontade de fazer xixi. Suspiro.
Gatos circulam pela casa com o abrir leve de portas.
Cabeça no corredor. Espia! Ouve!
Ainda dormem? Sim! Roncos suaves ouvidos por detrás da frente da porta deles. Colorida. Letras. Um stormtrooper. Yoga.
Espia! Ouve!
5:17
Xixi no silêncio. Gato no banheiro.
Pé que sente o chão do dia novo. Gelado. Outono.
Cama. Quase uma hora pra enrolar ainda.
Sentir o calor do recém à revelia abandonado colchão.
Ouvir o suspiro dos braços que, dormentes e dormindo, me procuram pela cama.
- Tudo bem? Ele, rouco de sono.
- Sim. Shhhh, dorme.
- Hm.
Engata um sono leve.
Quase uma hora pra enrolar ainda.
5:55
Não dormi, não vi o tempo passar.
Quase uma hora pra enrolar ainda.
Não! Quase hora de levantar. Logo o despertador toca.
MAMÃE, PAPAI, ABRE A PORTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!11111111
E batem.
Chamam.
Avisam a casa que o despertador deles já tocou.
Os dois. Em pé, na porta do quarto que não é colorida. Que não tem letras nem um stormtrooper. Sem yoga.
6:07
Aquela dorzinha proletária de acordar antes do despertador.
E aquela onda de amor que bate quando as vozes deles me despertam.
6:10
Te indico alguém
(veja você.)
sexta-feira, 9 de junho de 2017
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
domingo, 4 de dezembro de 2016
domingo, 23 de outubro de 2016
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016
sábado, 24 de setembro de 2016
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