sexta-feira, 19 de agosto de 2016

da prepotência;






D'um crime:

 folha arrancada de um livro me enfeita a parede da passagem das horas de minha morada;
Pra que eu não me esqueça em momento algum de minha prepotência;
Pra que eu não me esqueça em momento algum das pessoas generosas à minha volta;
Dentro da estratégia de luz do sol que bate ali nas primeiras horas da manhã raiada existe uma doce morte todos os dias - o lembrar e esquecer de toda a noite que já foi;
E o pisar vacilante de quem, prepotente, avança pelo dia.
(Agradeço imensamente pela generosidade da Débora. A Queiroz, de voz forte, que salva noites.)
(Ao Heyk Pimenta: onde quer que estejas, grata por abençoar minha prepotência; além de pedir clemência pelo crime cometido.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário