terça-feira, 20 de setembro de 2016

_diz que é sincronicidade

Acho minimamente complicado pegar uma frase de um camarada conhecidão como o Paulo Freire e transformar a fala dele em citação assim, no meio do caos particular de nossas vidas, pra que todo e qualquer ser vivente possa encaixar o que foi dito em um contexto que, se pá, nem era o que o Paulo tava pensando quando falou a frase em questão.
Acho minimamente complicado fazer isso com qualquer coisa, na real (música, poema, filme, frase dx amiguinhx, etc - mas confesso e deixo bem claro que faço isso sempre, rs). Enfim, só pensando baixo aqui.
Daí que no banho [que eu acabei de tomar] eu tava pensando que: I used to be more treteira.
Eu tretava mêmo.
Eu andava de bike. Muito. Amo/sou/propago/acredito piamente na ideia social de transformação e mudança que a bicicleta traz consigo. Eu pedalava e tretava, ou debatia, ou discutia, ou conversava, vez ou outra era bike anjo de alguém, fazia alguém pensar a bicicleta com mais ou menos amor blá blá. Discussão criadora, Paulo Freire talvez dissesse. Mas aí, ó, tá um recorte de uma situação em que a frase do Paulo se encaixa, mas não nasceu para. Mas se encaixa. Tá.

Foi
Ficando
Cada
Vez
Mais
Foda.
Tretas mil surgindo. Escolhi algumas pra comprar; paguei caro por certas umas [ou seriam erradas?]. Outras foram baratinhas, outras nem valeram a pena.

Eu
Fui
Cansando.
Com moleque pequeno, gato, cachorro, minhoca, como reincidente forasteira d'uma cidade que não é a minha, eu fui cansando.
E o conceito de discussão criadora foi amornando.
"Sob pena de ser uma farsa."
VISH, MALUCO.
La farsa soy yo.
A análise da realidade - beleza, é a educação (ou um reflexo dela, ou de onde ela surge, ou como ela inicia all the tretas); mas pode também se encaixar em qualquer coisa que a gente faça/queira fazer porque né, desfazer o que já se fez, certo ou errado, é impossível.
Educação.
Tô dormindo com Paulo Freire, vou contar.
Levando pra cama toda a "Educação e Mudança" posta em letra uns tempos atrás. Altas madrugadas em que ele me conta umas coisas que, gente, sério, seriam lindas se postas em prática - em contexto global, pensemos grande.
Aí lembro das tretas.
Das que eu deixei numa caixinha e abandonei na rua e das que eu levo comigo meio escondidas dentro do casaco.
Eu era treteira.
Eu militava mais.
Mas esse amor nos tempos do cólera, de presidentes interinos e de marchas pela ~família tradicional brasileira~, de amigxs levando gás lacrimogêneo na cara por lutar por um Brasilzão mais legal pro meu mulek lek tem me deixado bem cansada.
Bate aquele lance da idade: ~quase 30, não é agora que muda~;
Bate aquele lance do tempo: ~ahhhhhhhhh, mas quando ele tiver 18 anos não vai ser assim, vai ser pior, coitado; como sou burra, botei um ser no mundo pra viver essa merda toda, VSF EU~;
Bate aquele lance de pensar local: ~começa no filho, aos poucos ele muda o mundo todo [o dele, pelo menos]~;
Bate aquele lance de tretar no FB e fora dele: ~foda-se essa porra toda: eu vou gritar e tretar e NÃO VAI SUBIR NINGUÉM, [aí, ó, Capitão Nascimento feelings, citado num contexto nada a ver hahaha]~.
Enfim.
Texto metatreta, do nada a lugar algum.
Mas Paulo Freire é legal.
Citações são legais.
Tretas também.



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