foi o terceiro copo essa semana.
E hoje ainda é quinta.
O primeiro na segunda: encostou em água fria. Copo quente, rachou como se triste; toda aquela areia, sódio e cálcio, todo o calor da feitura, todo o calor para qual sua existência fora planejada, tudo em vão ali ao toque do frio. Preferiu partir, ó mundo hostil.
O segundo na terça; frio estava, mármore. Fez-se solto o fundo como se uno nunca fosse; vidro da resistência enfim livre. Corpo são, fundo cirurgicamente solto. A unidade nunca existiu.
O terceiro na quinta; caiu do altar dos copos expostos ao tempo. Sonoramente espatifado, escondeu-se nos cantos para dificultar a partida.
O segundo na terça; frio estava, mármore. Fez-se solto o fundo como se uno nunca fosse; vidro da resistência enfim livre. Corpo são, fundo cirurgicamente solto. A unidade nunca existiu.
O terceiro na quinta; caiu do altar dos copos expostos ao tempo. Sonoramente espatifado, escondeu-se nos cantos para dificultar a partida.
- Fica aí, filho, preciso limpar isso primeiro.
Verdes olhos atentos ao escândalo da transparência quebrada. Imóvel:
- Ali, mamãe, o vidro!
- Ali, mamãe, o vidro!
Pai, o meu, diz que vidro quebrado é a visualização do belo e do maldito.
Bela a partida - abre espaço para o novo.
Maldita a partida - nem sempre esperada, muitas vezes chorada e doída, sempre força a gente a alguma coisa.
Bela a partida - abre espaço para o novo.
Maldita a partida - nem sempre esperada, muitas vezes chorada e doída, sempre força a gente a alguma coisa.
A gente sempre tem que limpar os cacos do que fica.
E hoje já é quinta.
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