sábado, 24 de setembro de 2016

_está tudo bem, tudo normal, nada acontecendo




VIRGE!

- Falaí 15 frases polêmicas sobre ti!
Suei frio e aceitei o desafio.
Sei lá se são polêmicas; pra mim são causantes.
1. Prefiro ler do que sair.
2. Pink Floyd é só legal, não é do caralho. E Stairway to heaven é uma das músicas mais chatas do universo [não é do Pink Floyd, mas enfim, só aproveitando o eixo de bandas/músicas superestimadas].
3. "O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe." VALEU ROUSSEAU <3
4. Ukulelê é um dos instrumentos mais bonitos do mundo [só perde pro piano].
5. Bota uva passa em tudo SIM <3
6. Me sinto meio abandonada por ser mãe solo - mas na real a minha introversão tem muito a ver com o sentimento de abandono, enfim.
7. Adoro crianças. Muito mesmo. Fiz uma [não sozinha], dedico 10 horas do meu tempo diário com crianças que não são minhas mas sinto como se fossem e amo muito as criança, as coisa que nóis fais, as yoga que eu pratico com elas e até os nervoso que elas me faz passá <3
8. Filme/série/livro bad: AMO/SOU [tipo Breaking Bad, Fury, O sofrimento do jovem Werther blá blá blá].
9. Eu queria fazer química. Ainda bem que não fiz.
10. Tenho medo que meu filho vire um idiota.
11. Aprendi um monte sobre as fobias antigas do mundo moderno (gordofobia, bifobia, homofobia, transfobia...) depois que virei mãe. Aliás, a maternidade me trouxe uma amplitude de visão e uma tomada de consciência que eu JAMAIS imaginaria que fosse possível. Mas mesmo aprendendo um monte ainda percebo que falta muito a saber, falta muito a praticar, falta muito a entender [falando sobre mim]; e esses conceitos todos, aprendidos em teoria, são catalizadores [pra mim, de novo] da cura dessa doença social - que é o não enxergar ao outro como um igual [apesar de sermos muito diferentes - DEU NÓ, SANTO DAIME].
12. Falo "santo daime" como interjeição mas nunca tomei. Nem tô a fim. Aya is not my type.
13. Gosto de cantar, desenhar, escrever, tipografar, yogar, meditar, tocar uke, brincar com as crianças, trepar - e não quero ganhar dinheiro com isso.
14. Quero aprender todos os idiomas do mundo, mas esperanto é uma viagem sem fim.
15. FORA TEMER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1111111111111111111111

terça-feira, 20 de setembro de 2016

_diz que é sincronicidade

Acho minimamente complicado pegar uma frase de um camarada conhecidão como o Paulo Freire e transformar a fala dele em citação assim, no meio do caos particular de nossas vidas, pra que todo e qualquer ser vivente possa encaixar o que foi dito em um contexto que, se pá, nem era o que o Paulo tava pensando quando falou a frase em questão.
Acho minimamente complicado fazer isso com qualquer coisa, na real (música, poema, filme, frase dx amiguinhx, etc - mas confesso e deixo bem claro que faço isso sempre, rs). Enfim, só pensando baixo aqui.
Daí que no banho [que eu acabei de tomar] eu tava pensando que: I used to be more treteira.
Eu tretava mêmo.
Eu andava de bike. Muito. Amo/sou/propago/acredito piamente na ideia social de transformação e mudança que a bicicleta traz consigo. Eu pedalava e tretava, ou debatia, ou discutia, ou conversava, vez ou outra era bike anjo de alguém, fazia alguém pensar a bicicleta com mais ou menos amor blá blá. Discussão criadora, Paulo Freire talvez dissesse. Mas aí, ó, tá um recorte de uma situação em que a frase do Paulo se encaixa, mas não nasceu para. Mas se encaixa. Tá.

Foi
Ficando
Cada
Vez
Mais
Foda.
Tretas mil surgindo. Escolhi algumas pra comprar; paguei caro por certas umas [ou seriam erradas?]. Outras foram baratinhas, outras nem valeram a pena.

Eu
Fui
Cansando.
Com moleque pequeno, gato, cachorro, minhoca, como reincidente forasteira d'uma cidade que não é a minha, eu fui cansando.
E o conceito de discussão criadora foi amornando.
"Sob pena de ser uma farsa."
VISH, MALUCO.
La farsa soy yo.
A análise da realidade - beleza, é a educação (ou um reflexo dela, ou de onde ela surge, ou como ela inicia all the tretas); mas pode também se encaixar em qualquer coisa que a gente faça/queira fazer porque né, desfazer o que já se fez, certo ou errado, é impossível.
Educação.
Tô dormindo com Paulo Freire, vou contar.
Levando pra cama toda a "Educação e Mudança" posta em letra uns tempos atrás. Altas madrugadas em que ele me conta umas coisas que, gente, sério, seriam lindas se postas em prática - em contexto global, pensemos grande.
Aí lembro das tretas.
Das que eu deixei numa caixinha e abandonei na rua e das que eu levo comigo meio escondidas dentro do casaco.
Eu era treteira.
Eu militava mais.
Mas esse amor nos tempos do cólera, de presidentes interinos e de marchas pela ~família tradicional brasileira~, de amigxs levando gás lacrimogêneo na cara por lutar por um Brasilzão mais legal pro meu mulek lek tem me deixado bem cansada.
Bate aquele lance da idade: ~quase 30, não é agora que muda~;
Bate aquele lance do tempo: ~ahhhhhhhhh, mas quando ele tiver 18 anos não vai ser assim, vai ser pior, coitado; como sou burra, botei um ser no mundo pra viver essa merda toda, VSF EU~;
Bate aquele lance de pensar local: ~começa no filho, aos poucos ele muda o mundo todo [o dele, pelo menos]~;
Bate aquele lance de tretar no FB e fora dele: ~foda-se essa porra toda: eu vou gritar e tretar e NÃO VAI SUBIR NINGUÉM, [aí, ó, Capitão Nascimento feelings, citado num contexto nada a ver hahaha]~.
Enfim.
Texto metatreta, do nada a lugar algum.
Mas Paulo Freire é legal.
Citações são legais.
Tretas também.



sábado, 17 de setembro de 2016

_do manifesto lunático




- - -
Eu sempre vi o coelho na lua.
Sempre.
Desde criança miúda que admirava o céu fumacento de São Paulo.
Céu observado, no início, com minucioso cuidado pra não perder a chegada de toda e qualquer nave que Mulder (a verdade está lá fora, eu quero acreditar) esperava a qualquer momento; era bom estar preparado - nem sempre eles seriam legais conosco.
Medo, curiosidade, transbordamento - olhos lançados ao firmamento.
Um círculo gigante - bruma leve de uma paixão que vem de dentro; aquela luz, aquele coelho.
O coelho.
Coisas, causas, lugares, alguéns; igual a coelho desde sempre.
De mel,
de leite,
de fel,
de sangue;
vi o coelho de todas elas.
As luas.
- - -
Saímos pra fitar a lua;
ele disse: "a moon, mamãe!". <3
Super lentes, trepar na escada, 20 de julho de 69, um olho no telescópio e outro no piá que corria lunaticamente.
Por ela, que lambe mares, marés e humores, deito amores;
ela, ali pertinho, ali dentro dos olhos, ali nas minhas costas.
- e o coelho.
Senti o cheiro de cravo e gengibre; lembrei do cheiro do almoço feito no dia, a pimenta na jugular; coisas, causas, lugares, alguém; igual a coelho hoje.
- - -
Manifesto: gênero textual que consiste em chatice.
Para mim, entenda e leia-se.
Gênero com nome interessante, porém.
Para mim, clemência!, releia-se.
- - -
~Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago. ~ (Andrade, o Oswald de.)
- - -
Corra e olhe o céu!
- - -

domingo, 4 de setembro de 2016

something

Something in the way he moves attracts me like no other lover; something in the way he woos me... I don't wanna leave him now - he knows I believe and how.
(with love to F.)


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

da prepotência;






D'um crime:

 folha arrancada de um livro me enfeita a parede da passagem das horas de minha morada;
Pra que eu não me esqueça em momento algum de minha prepotência;
Pra que eu não me esqueça em momento algum das pessoas generosas à minha volta;
Dentro da estratégia de luz do sol que bate ali nas primeiras horas da manhã raiada existe uma doce morte todos os dias - o lembrar e esquecer de toda a noite que já foi;
E o pisar vacilante de quem, prepotente, avança pelo dia.
(Agradeço imensamente pela generosidade da Débora. A Queiroz, de voz forte, que salva noites.)
(Ao Heyk Pimenta: onde quer que estejas, grata por abençoar minha prepotência; além de pedir clemência pelo crime cometido.)

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

morfina







My biggest fear is if I let you go
You'll come and get me in my sleep
Come and get me...






mas

#dacompostagem

Pras minhocas, proteção, balanço no sistema, comida.
Pra ele, uma caça sem fim à folha mais vermelha de todas.

Passa um carro devagar.
- Moça, desculpa a pergunta, mas o que vocês estão fazendo? Perderam alguma coisa?

De quase 1 metro do chão vem a resposta:
- A folha mais red pra minhoca!

Conversa que engata:

Minhocasa
Folhas secas
Uau, que interessante
Super fácil de fazer
Mas eu moro em apartamento
Não tem problema
Mas e o cheiro que fica
Fica cheiro de terra molhada depois da chuva
Mas não enche de bicho
Enche se não cuidar
Mas meu cachorro come terra
Super fácil de fazer
Uau, que interessante
Folhas secas
Minhocasa
Vou pesquisar
Até
Até

E aprendi que a gente precisa tirar o ~mas~ das nossas falas.
Não sempre, talvez.
Conjunção, designativa de oposição;
Defeito, senão;
Dificuldade, obstáculo;
Substantivo, advérbio - indica reforço ou ênfase.

Mas morar em apartamento
Mas o cheiro que fica - de terra molhada depois da chuva
Mas o não encher de bicho - além das minhocas e dxs amigxs delas
Mas o cachorro que come terra

Cansadamente o obstáculo se fez.

Cansadamente a gente procura por ~mas~.

O que importa é que hoje ele achou a folha mais red de todas.