Daniel dançou hoje na escola.
Saído de mim há 2 anos e 5 meses, dançou.
Pra ninguém e só pra mim.
Pra ninguém e só pra mim.
Eu transbordei. Não pela dança, não pela fofura [sim ], não pela autonomia e talento [corujando nível hard] - transbordei pelo que a dança significa. Pra mim, a princípio - e pra ele, agora vejo.
Sei lá se dançarino será.
Mas eu sou dançarina. Ainda bem.
Mas eu sou dançarina. Ainda bem.
A dança dele foi muito mais sobre mim do que sobre ele.
De caminhos retomados lentamente e das visões de luzes que piscam, gritam e avisam (viva a Plebe Rude!), eu vejo que o amor de pouco mais de um metro que hoje dança fora e longe de mim deixou n'alma minha uma pista d'um tanto que eu jamais pensei entender: uma alma com corpo, não o contrário.
Da melhor mulher que posso ser - da melhor mãe que posso ser - do melhor caminho que acredito trilhar - repito: meu filho dançou hoje na escola.
E eu dancei pro universo.
(da Plebe: https://www.youtube.com/watch?v=HMF-HoDzgAU)

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