De baque solto, em pleno frio junino, fui ter com Jorge no último sábado.
O Mautner.
O Mautner.
Cheguei a ele no ensino médio. Figurão, andava cos cara que eu admirava na música.
- Quem me dera saber poetizar assim; acho que só com muitos anos de muita parada dura é possível chegar a esse nível de inspiração.
(pensava eu)
(pensava eu)
E Jorge confirmou o que eu senti a vida toda: a música e a poesia são os grandes pés da cultura.
Não entendo de cordas e sopros - arrisco nos tambores. A alfaia é um grande amor, a dança que vem junto é um grande amor, o maracatu de baque solto que vem junto é um grande amor.
Na minha poesia há risco.
Não entendo de cordas e sopros - arrisco nos tambores. A alfaia é um grande amor, a dança que vem junto é um grande amor, o maracatu de baque solto que vem junto é um grande amor.
Na minha poesia há risco.
Um, um, um.
De um em um, vou-me.
Enchendo de amor.
Abstrata fala - Jorge me contava tudo.
Aquele espaço todo daria uma boa aula de yoga - digredi. Aquela luz...
Voltei - ele falava de Gil e Caetano.
Aquele espaço todo daria uma boa aula de yoga - digredi. Aquela luz...
Voltei - ele falava de Gil e Caetano.
O seu amor, ame-o e deixe-o ser o que ele é - eu ouvia.
Aquele headstand sobre os cotovelos, hoje eu faço, hoje não há dor - ele falava sobre o nióbio no país.
A emoção é um tipo de inteligência. Toda fala carregada de emoção é o emanar da inteligência, Jorge me disse.
Tem razão.
Aquele headstand, saiu só.

Nenhum comentário:
Postar um comentário